Com um pé no JUCA

 

É cásper... ta chegando... Estamos a 8 dias de entrar naquele onibus que nos leva para uma realidade paralela, onde coisas estranhas acontecem . Coisas que o mundo nunca viu antes (só quem via Jonny Bravo quando pequeno entendeu essa). O juca ta chegando, mas ele já vem chegando faz tempo ... Desde a vitória em cima dos Tuba que a gente vem falando dele. Pois bem, chegou!

Todo mundo aqui sabe o quanto nós treinamos. As dores musculares, os  estresses, as incontáveis faltas nos diários dos professores não negam: Nós treinamos muito! Problemas todo time tem, e nós tivemos alguns grandes esse ano, o ponteiro Vinícius se machucou, o saída/meio de rede Rafão não conseguia treinar e quem poderia esquecer que pouco mais de um mês antes do Juca, tivemos que centrar todos nossos treinos nas madrugadas uma vez que a nossa técnica não conseguia mais dar treinos nos horarios normais.

Nada disso me abala, falamos ano passado que este era o time da superação e provamos isso este ano, nos superamos, evoluimos, jogamos um voleibol hoje que dá gosto de fazer parte. E mais, construímos muito mais que um time, construímos uma família.  Nos apoiamos nos problemas pessoais, cobrimos os problemas em quadra, tentamos ajudar aqueles que estão chegando, acho que bixo nenhum se sentiu desamparado na familia voleicásper.

No meu último dia em Santa Rita estava assistindo a final de Futcampo com o ponteiro Marco, quando ele comentava das dificuldades de manter o time unido, que o segundo semestre era mais parado, mas que ele acreditava que eu deveria assumir como DM, pois demonstrava amor ao time. Eu lembro de falar que ia tentar ao máximo fazer o time treinar. Um mês depois fui oficializado como DM e, com a ajuda de cada um do time, mantivemos a quadra cheia em todos os treinos. Mas era pouco, não bastava ter quadra cheia, precisava de espirito, uma força pra levar o time a um novo patamar.

Junto com a DM do feminino, Priscilla, achamos essa força que faltava nos times. Achamos o amor pelo companheiro, o amor pelo jogo e o amor pelo time. Os churrascos, os bares, as reuniões nas casas dos jogadores, as centenas de emails trocados diariamente, as brincadeiras... era tudo o que faltava, . Todos que foram em algum evento do volei sabe que é uma experiencia única, e que ninguem volta igual. Até aqueles que tinham dúvidas do seu amor pela camisa vermelha foram convertidos, como a levantadora Paola disse que no Juca passado, ela jogava porque gostava, hoje ela joga pelas meninas e até mesmo os veteranos sentiram as mudanças.

É Cásper, o Juca ta chegando e eu não vejo a hora de entrar em quadra. Faltam dois treinos, 8 dias e sobra vontade e dedicação.  Depois de ler este texto pense: "EU ACREDITO".



Sempre gosto de escrever muito, mas acho que vou deixar algumas outras pessoas falarem: 

Marcel  (nosso "pai" e o prefeito da Vila Volei no JUCA 2010 rs): "A maior vitória desses 1 ano e meio juntos foi a união que vocês criaram. Não que a geração passada não tivesse, pois vocês ja viram como agente se trata quando um deles aparece por lá. Mas vcs levaram a coisa para um outro patamar, além da quadra, e acolheram eu e os outros velhinhos com o maior respeito.  Já somos muito mais do que um time. Somos amigos, bons amigos.  


E o mais animal disso é que eu acredito que a força de um time é ainda maior quando são pessoas, que se gostam e que se preocupam uns com os outros, e unidos por um objetivo, chegarão lá com muito mais alegria.

O volei é só um jogo. No resto, vocês já ganharam. Parabéns de coração." 

Vinícius  (nosso mais recente veterano):  "Nesses 5 anos de Cásper, tivemos times tecnicamente muito melhores, mas sempre senti q faltava algo; alguma coisa que não sentia desde os tempos que almejava ser jogador de volei.... sentia falta de um time, uma equipe. Nesses 5 anos, sempre ia na pegada, com o "capeta no corpo" antes de chegar lá no JUCA WORLD. Hoje, com vocês, sinto-me muito mais seguro dentro de quadra, mais consciente do que é preciso ser feito. Esses talvez foram os melhores momentos da minha vida, e estou muito feliz por revive-los, em outro tempo, com vocês." 

Thais  (o Shel do feminino):  "Vou te contar um segredo, mas não conta para ninguém (desculpa Thais): Quando eu estou jogando, não quero nem saber quanto esta o placar, na verdade eu não ligo, cada ponto é como se fosse um jogo a parte." 

Na visão do Vôlei Feminino: "Vocês mostram força de vontade, garra  e evolução. Não tem como não se envolver ou separar as coisas, os times são diferentes, mas a equipe/familia volei é a mesma! A gente grita, torce, ri e chora POR e COM vcs! Boa sorte meninos!"

 
 

 E pra quem não conhece o time ainda, ai vai um pedacinho de cada um (créditos ao Mário e à Adriana): 

Abud:  Alguem pra fazer a diferença....força e garra....

Bertolucci:  Um "moleque" com jogo de adulto....
Rodrigo: Ensinando o ocidente "o fino da bola" do oriente.....sinonimo de TALENTO....
Beaga: Evolução "voleibolistica" mineira em São Paulo....
 

Gué: Comprometimento é pouco pra um cara que da o sangue, não só pelo volei,  mas também pelo esporte casperiano...

Marcus: Aconfiança de um melhor amigo no sitio ou na quadra....

Shel:  Alegria, serenidade, admiração....eterno capitão....

Vini:  Defesas impossiveis....ataques precisos e textos emocionantes....
Joao (chara):  O  mais novo talento garantido hoje e no futuro embaixo da rede....
Ryan: Quando parece que não da, ele chega na bola....
Borna: Mostra cada dia mais vontade de melhorar, aprender e ensinar na quadra do sexto andar....
 

João (DM): Uma dedicação que nunca se viu nessa quadra...e duvido que haverá alguma igual...  

 

AGRADEÇO A TODOS VOCÊS POR SEREM PARTE DA MINHA VIDA!

João Markun - DM


Faltam
268 dias
para o JUCA!




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