Hand Masculino vence Poli na primeira rodada da Liga Paulista


Em partida equilibrada, casperianos viram o jogo e derrotam engenheiros

 

Embalados pela vitória da equipe feminina sobre a Mauá momentos antes de entrarem em quadra, os "caras gatos" do handebol casperiano iniciaram sua caminhada na Liga Paulista 2009 vencendo ninguém menos que os vice-campeões do certame no primeiro semestre, o time da Poli-USP. Com o placar apertado de 18 a 16, os casperianos despacharam os engenheiros em sua estreia, somaram os três primeiros pontos e deram o primeiro passo para a classificação.

Mesmo com o equilíbrio marcando a primeira etapa de jogo, o time vermelho foi para o intervalo perdendo por três gols devido a alguns vacilos no ataque. Logo no início do segundo tempo, entretanto, a história foi diferente: os três primeiros ataques dos uspianos pararam no paredão vermelho e se converteram em três contra-ataques fulminantes que deixaram a peleja em igualdade.

 

Prevendo o pior, os engenheiros ensaiaram uma reação contando com sua maior arma: a reclamação do pivô chorão. A defesa da Cásper, porém, mostrando-se superior a qualquer desestabilização psicológica por parte do jogador adversário, mostrou que está em forma ao levar apenas cinco gols na segunda etapa. Mérito para o ataque, que balançou as redes adversárias dez vezes mais e confirmou a vitória casperiana.

 

"Uhhhh!"

A partida foi marcada pela boa atuação do goleiro Jojô, que também foi muito eficiente ao manejar o rodo para secar o suor até dos jogadores adversários no chão em diversas ocasiões. O guarda-metas também protagonizou um lance que arrancou um "Uhhhhh!" dos 130 mil pagantes no USP Medicine Athletics Sports Arena. Após uma defesa, o goleiro preparou-se para lançar Luís (que pela primeiva vez não levou sequer um cartão amarelo) em um contra-ataque, mas, ao ver o arqueiro adversário adiantado, lançou direto para o gol. Lentamente, como uma borboleta nos campos silvestres de margaridas na primavera, a bola se dirigia à meta da Poli enquanto o goleiro He-man se desesperava para tentar se recuperar. Caprichosamente, a redonda acertou a forquilha e voltou nas mãos da defesa adversária, marcando o episódio como "o gol que Jojô não fez". "É mentira! Eles fizeram código, a bola deveria ter entrado!", lamentou Jojô, que disse ter feito uma boa atuação para responder à torcida, que gritava "ôôô, Cecília é melhor que o Jojô", em alusão à goleira-improvisada vitoriosa do jogo anterior.

 

Apoio

Devido a problemas com a carteirinhas, a organização do campeonato pensou que Rocky estivesse inscrito apenas na modalidade Boxe e não emitiu o documento para que o atleta disputasse também o handebol. Mesmo assim, o ponta-esquerda marcou presença no jogo e, com sua experiência como técnico do Obina É Melhor Que o Eto'o, deu conselhos aos jogadores sobre como agir dentro de quadra mediante qualquer possível provocação.

 

O pivô Zé, contundido, também ficou de fora do jogo, mas foi ao USP Medicine Athletics Sports Arena apoiar os comandados do técnico Daniel Veras. Tão efusivamente torcia nos camarotes, o atleta rolou os quatro degrais de arquibancada e quase sofreu uma distensão medular cruzada reumática nível dois na escala Richter, lesão que o afastaria das quadras por mais 3 anos.

Cásper 18 x 16 Poli-USP

 

Cásper: Jojô; Guima; Bruno; Nichollas; Luís; Rodrigo Negão; Ksa; Filipe; Fe Mussi; Morais e Vitor Abud. Técnico: Veras e Gustavo (assistente). De fora: Rocky e Zé

 

Poli-USP: Exército de um monte de gente. Técnico: General.

 

Público: 130 mil pagantes

 

Renda: Negativa, considerando o almoço posterior à partida

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